Recuperado, mas com poucos jogos, Maicosuel já se cobra grande atuação: ‘quero estar em alto nível’

Maicosuel fez só oito jogos em 2011. O número é modesto, mas significativo para quem temeu ter de abandonar o futebol por causa de uma grave lesão no joelho direito. Ainda assim, o Mago não se dá por satisfeito com o que deu de retorno ao Botafogo nesta temporada:

 

— Por esse impacto da contusão, já foi maravilhoso voltar a jogar. Mas não posso ficar remoendo. Não quero jogar por jogar, quero estar em alto nível. Sei que foi duro, mas tenho que melhorar.

 

Nem o apoio de torcedores, a tranquilidade passada pelo técnico Caio Júnior e o carinho da família e da equipe tiram do camisa 7 uma de suas características mais fortes:

 

— Tenho muita autocrítica. Alguns acham que estou melhor do que se imaginava, mas vou procurar evoluir — garante.

 

Sombra de Elkeson

 

‘Elkeson está arrebentando’, diz o Mago Foto: Alexandre Cassiano

 

 

Contratado junto ao Hoffenheim, da Alemanha, e com vínculo garantido até 2014, o Mago voltou com cacife de ídolo.

O retorno ao time, porém, coincidiu com a chegada de reforços, entre eles Elkeson, que no esquema de Caio Júnior assumiu o papel de organizador central de jogadas, enquanto Maicosuel foi deslocado para a direita.

— Não é minha posição de origem, estou me adaptando. Sei da importância que tenho. Elkeson chegou arrebentando. É um moleque que tem tudo para entrar para história do clube. Não tem vaidade — avisa.

A comparação se esvazia quando se nota que Elkeson fez 25 jogos oficiais no ano, entre Botafogo e Vitória. Somado a isso, Maicosuel teve que se acostumar com a nova forma física, com ganho de massa muscular. Mas sequer usa isso como desculpa.

— Em campo não muda nada. Fiquei com medo de perder mobilidade. Mas estou conseguindo segurar mais o tranco. Foi mais uma proteção — reconhece.

Com a equipe em boa fase, a estrela da companhia tem tempo para bilhar.

Cobrança de berço

A auto-cobrança parece vir de berço do jogador de 25 anos, completados em 16 de junho. Contra o São Paulo, no Morumbi, o pai, Seu Sebastião, foi espectador de luxo das arquibancadas, já que vive em Cosmopolis (SP), cidade natal do Mago.

— Ele não me via há algum tempo, até que não me cornetou tanto — brincou.

Em casa, também ficam atentas a filha Eduarda, três anos, e a mulher Mari.

— Minha filha fica de madrugada vendo meus jogos. Ela e minha mulher são meus pilares — diz.

No clube, a fase de transição é pauta da psicóloga Maira Ruiz, que assim como o treinador tenta manter o jogador tranquilo, deixando-o consciente de que vai voltar ao alto nível logo.

Fonte Jornal Extra

 

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