OS MAIORES ARTILHEIROS

Lista dos 20 maiores artilheiros do Botafogo, desde sua fundação:

1 – Quarentinha (1954-1964): 307 gols, 444 jogos. Média – 0,69

Filho do também jogador e ídolo do Paysandu, Luís Gonzaga Lebrego o Quarenta , Quarentinha iniciou a carreira no clube do pai e com 16 anos já era titular do time. Após passagem pelo Vitória onde também foi campeão e goleador, é contratado pelo Botafogo. Lá tornou-se o maior artilheiro da história do clube, com 310 gols em 444 jogos. Ainda assim, para Quarentinha isso não era motivos para comemorações. O ponta-de-lança, com potente perna esquerda, nunca fazia festa para seus gols, o que irritava a torcida botafoguense. Dizia que não havia razão para festejos, pois ele estava apenas cumprindo com a obrigação, já que era pago pra isso.

Jogando ao lado de Didi e Garrincha, fez história e foi o artilheiro do Campeonato Carioca por três edições seguidas: 1958/59/60. Pela seleção brasileira marcou 17 gols em 17 jogos. Morreu de insufiência cardíaca aos 62 anos.

2 - Carvalho Leite (1929-1942): 261 gols, 303 jogos. Média – 0,86

Carvalho Leite era um atacante trombador e artilheiro. Durante os doze anos de sua carreira, somente atuou pelo Botafogo Football Club. Tinha presença de área marcante. De todos os títulos cariocas conquistados pelo Botafogo, cinco tiveram a participação de Carvalho Leite. A simples lembrança das conquistas de 1930, 1932, 1933, 1934 e 1935, quando o Botafogo conquistou o tetracampeonato carioca (único na história do campeonato) e também dos Torneios Início de 1934 e 1938, mostra a importância do ídolo botafoguense.

Não se intimidava, nem na juventude, com a responsabilidade de vestir a camisa 9 do Botafogo. No Campeonato Carioca de 1930, aos 18 anos, foi o jogador que mais atuou na campanha do título carioca (vinte vezes), transformando-se no artilheiro da equipe, com catorze gols. Tornou-se, durante anos o maior artilheiro do Botafogo. Fez 273 gols em 326 jogos com a camisa alvinegra e só foi superado vários anos depois de abandonar os campos por Quarentinha, que marcou 313 gols pelo clube.

Pela Seleção Brasileira de Futebol marcou 15 gols em 25 jogos, além de ter disputado as Copas do Mundo de 1930 e 1934.

Mas Carvalho Leite teve sua carreira interrompida rapidamente. Sofreu uma contusão, em maio de 1941 contra o Bonsucesso, que o tirou para sempre dos gramados. Aos 29 anos, um dos maiores artilheiros que o Alvinegro teve em toda sua história, parou de jogar futebol.

Na década de 1940, Carvalho Leite tornou-se médico do Botafogo. Também chegou a ser o treinador da equipe em quatro oportunidades

3 – Garrincha ✩ (1953-1965): 243 gols, 612 jogos. Média – 0,40

Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha, Magé(Pau Grande), 28 de outubro de 1933 — Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 1983) foi um futebolista brasileiro que se notabilizou por seus dribles desconcertantes apesar do fato de ter suas pernas tortas. É considerado entre os especialistas de futebol como um dos maiores jogadores da história do futebol em todos os tempos. No auge de sua carreira, passou a assinar Manuel Francisco dos Santos, em homenagem a um tio homônimo, que muito o ajudou. Garrincha também é amplamente considerado como o melhor driblador da história do futebol.

Garrincha, “O Anjo de Pernas Tortas” [1], foi um dos heróis da conquista da Copa do Mundo de 1958 e, principalmente, da Copa do Mundo de 1962 quando, após a contusão de Pelé, se tornou o principal jogador do time brasileiro. Com Garrincha e Pelé jogando juntos, a Seleção jamais perdeu uma partida sequer. A força do seu carisma ficou marcada rapidamente nas palavras do grande poeta de Itabira, Carlos Drummond de Andrade, numa belíssima crônica publicada no Jornal do Brasil, no dia 21 de janeiro de 1983, um dia após a morte do genial Garrincha:

Cquote1.svg Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho. Cquote2.svg

4 – Heleno de Freitas (1939-1948): 209 gols, 235 jogos. Média – 0,89

Dono de um gênio intempestivo, que muitas vezes o fazia ser expulso de campo e lhe trazia muitos inimigos, Heleno de Freitas, apelidado do “Gilda” por seus amigos do Clube dos Cafajestes e pela torcida do Fluminense, por seu temperamento e por este ser o nome de uma personagem da atriz estadunidense Rita Hayworth em filme de mesmo nome, foi o símbolo de um Botafogo guerreiro, que nunca se dava por vencido.

Descoberto por Neném Prancha no time do Botafogo de praia, Heleno, que iniciou a carreira no Fluminense Football Club, chegou ao time principal do Botafogo em 1937, com a responsabilidade de substituir o ídolo Carvalho Leite (goleador do tetracampeonato estadual, de 1932 a 35) e não decepcionou a torcida, com grande habilidade e excelente cabeceio.

Dono de uma postura elegante dentro e fora de campo, o jogador de cerca de 1,82 metros foi o maior ídolo alvinegro antes de Garrincha, mesmo sem nunca ter sido campeão pelo clube. Marcou sua passagem pelo Glorioso com 209 gols em 235 partidas, tornando-se o quarto maior artilheiro da história do clube. Deixou General Severiano em 1948, quando foi vendido ao Boca Juniors, da Argentina, na maior transação do futebol brasileiro até então.

5 – Nilo Murtinho (1919-1921, 923 e 1927-1937): 190 gols, 201 jogos. Média – 0,95

Iniciou sua carreira no infantil do Fluminense Football Club, em 1916, e foi vencedor do certame. Em 1919 foi para seu clube de coração, Nilo, por ser botafoguense, estreou pelo time principal do Botafogo no dia 7 de Dezembro de 1919 (Botafogo 2 x 0 Bangu). Em 1922, por causa de desentendimentos, resolveu tomar uma atitude inusitada: transferiu-se para o Sport Club Brasil da Série B da 1ª Divisão do Campeonato Carioca porque não gostaria de enfrentar seu clube do coração. Contudo, voltou ao “Glorioso” em 1923, permanecendo até agosto, do mesmo ano. Foi o jogador que mais fez gols pelo Botafogo na competição estadual de 1923. No período de 14 de agosto a dezembro de 1923, atuou pelo S. C. Brasil, novamente,

Em 1924 com a saída de seu tio (Oldemar Amaral Murtinho) do Botafogo, ingressou no Fluminense por três anos. Nesse período foi campeão e artilheiro do Carioca de 1924.

Retornou ao Botafogo em 1927. Nesse mesmo ano, marcou 30 dos 67 gols da equipe no Campeonato Carioca, sagrando-se assim artilheiro do torneiro pela segunda vez. Nesse mesmo torneio fez quatro dos nove gols do Botafogo na goleado de 9 a 2 sobre o Flamengo (a maior goleada em clássicos entre os dois times).

Nilo fez parte de uma das melhores equipes que já vestiram a camisa do Botafogo, a equipe do início da década de 1930. Esta equipe foi campeã carioca em 1930 e, quatro vezes seguidas, de 1932 a 1935. Na campanha do tetra fez 69 gols nos quatro torneios, sendo o artilheiro do clube em 1933 e 1934 e também o absoluto da competição de 1933, fazendo 19 gols.

Disputou a primeira Copa do Mundo de Futebol no Uruguai em 1930. A Seleção Brasileira naquela ocasião disputou apenas duas partidas, e Nilo jogou um, contra a Iugoslávia. No total pelo Brasil atuou em 19 partidas, marcando gol por 11 vezes (de acordo com o diário brasileiro Lance!.

Além disso, defendeu também Seleção Carioca, sendo campeão brasileiro por cinco vezes.

Encerrou sua carreira em 16 de Maio de 1938 num empate em 2 a 2 contra o Olaria. Pode-se contabilizar em sua carreira pelo Botafogo 190 gols em 201 jogos, o que o torna, hoje, o quinto maior artilheiro da história do clube.

6 – Jairzinho (1962-1974e 1981): 186 gols, 413 jogos. Média – 0,45

Um dos heróis da Copa de 70, ocasião em que o Brasil conquistou em definitivo a Taça Jules Rimet ao sagrar-se tricampeão. Peça fundamental desta conquista, ganhou o apelido de Furacão da Copa tendo marcado gols em todas as partidas, feito inédito até então.

Ponta-de-lança no Botafogo, usava a camisa 7 quando defendia a Seleção Brasileira pela qual jogou 107 partidas (87 oficiais) e marcou 44 gols. Também participou das copas de 1966 e 1974

Começa em 1958 como gandula em General Severiano. Em 1961 foi campeão pela primeira vez, jogando no juvenil do Botafogo . Foi tricampeão na categoria em 61, 62 e 63. Assumiu a posição de titular em 63 no Campeonato Carioca e três anos depois disputava sua primeira Copa do Mundo. Fez três gols no histórico jogo em que o Botafogo fez 6 x 0 no Flamengo em 1972, no aniversário do próprio. Ficou no Botafogo até 74, quando foi vendido para o Olympique de Marselha.

Voltou ao futebol brasileiro no ano seguinte e foi campeão da Libertadores em 76 pelo Cruzeiro.

Em 81, já em final de carreira, retornou ao Botafogo .

Em 2006 foi homenageado pelo Botafogo com o lançamento de uma camisa comemorativa com sua assinatura em dourado, seu nome e o número 7 as costas.

Em 2008 foi candidato a vereador na cidade do Rio de janeiro pelo PC do B, tendo sua candidatura indeferida pelo TRE.

7 – Octávio Moraes (1943-1952): 171 gols, 200 jogos. Média – 0,85

Como jogador de futebol, Octávio Moraes foi atacante do Botafogo de Futebol e Regatas.[2] Jogou ao lado de Heleno de Freitas, Sílvio Pirilo, Paraguaio entre outros. Ajudou o clube, com seus gols, a conquistar seu primeiro título após a fusão: o Campeonato Carioca de Futebol de 1948, onde foi artilheiro máximo naquele ano. O jogador chegou também a Seleção Brasileira de Futebol em 1949. Pelo Brasil, fez 4 jogos, enquanto era jogador do Botafogo, e marcou 1 gol.

Octávio Moraes é considerado por muitos um dos criadores do futevôlei nas praias cariocas. Sua mãe Eneida de Moraes foi uma grande escritora e pioneira como cronista no Rio de Janeiro. Otávio Moraes foi também presidente da AGAP, Associação de Garantia ao Atleta Profissional durante um triste momento da história do futebol do Brasil, a morte de Garrincha. Anos depois, Octávio Moraes tornou-se colunista no Jornal do Brasil.

Octávio Moraes morreu aos 86 anos, em 19 de outubro de 2009.

8 – Túlio Maravilha (1994-1996): 1998-2000, 159 gols, 223 jogos. Média – 0,71

Depois de ter saído do Sion, voltou para o Brasil para atuar no Botafogo, em 1994. Logo em sua estreia, marcou 3 gols contra o América. E assim, foi apelidado pela torcida como Túlio Maravilha. Novamente foi artilheiro do Brasileirão, dessa vez por duas vezes consecutivas: 1994 e 1995. Ele conquistou o Brasileirão de 1995, com uma final contra o Santos – com dois jogos – bastante polêmica. No primeiro jogo, vitória do Botafogo por 2 a 1. No segundo jogo, um empate em 1 a 1. A maior controvérsia foi o segundo jogo, no qual Túlio fez um gol em impedimento, após cruzamento de Sérgio Manoel. Mas a imprensa, principalmente a paulista, esquece que o Botafogo teve um gol mal anulado no primeiro jogo: Sérgio Manoel partia para a grande área, quando sofreu falta após dar um passe para Túlio. E este estava em perfeitas condições de fazer o gol. Mas o juiz, Sidrack Marinho não deu a lei da vantagem e marcou falta. O Botafogo poderia ter saído com 3 a 1 no placar no primeiro jogo.

O Santos também teve um gol irregular: no segundo jogo, Capixaba deu um carrinho e passou a bola com a mão para Marcelo Passos concluir a jogada e fazer o gol.

Mais tarde, em 1996, conquistou mais 5 títulos: Troféu Teresa Herrera, Taça Cidade Maravilhosa, III Torneio Presidente da Rússia, Copa Rio-Brasília e Copa Nippon Ham.

9 - Roberto Miranda (1962-1973): 154 gols, 352 jogos. Média – 0,43

Atuou pelo Botafogo de 1962 a 1972, pelo Flamengo entre 1971 e pelo Corinthians de 1973 a 1976. Raçudo, chegou a quebrar costela, braço, clavícula e queixo e ainda rompeu o tendão de Aquiles. Tinha fama de “não fugir do pau”, que cresceu quando, logo depois de marcar o gol de empate em uma partida contra o Vasco, tomou um tapa do zagueiro Fontana e revidou, o que gerou uma enorme briga e causou a expulsão de ambos.

No Corinthians, aonde chegou trocado pelo lateral Miranda, jogou pouco, por causa de diversas contusões. Uma operação no joelho direito acabou por fazê-lo encerrar prematuramente a carreira, ainda no Corinthians.

Apelidado de Vendaval pela maneira como passava pelas defesas adversárias, Roberto Miranda é o nono maior artilheiro da história do Botafogo, com 154 gols em 352 jogos. Foi ainda o artilheiro do Campeonato Carioca de 1968. Pela Seleção Brasileira, fez 18 partidas oficiais e marcou nove gols. Também atuou em dois jogos não oficiais, ambos em 1970, e marcou um gol.

Em sua carreira de jogador conquistou diversos títulos, como os Campeonatos Cariocas de 1962, 1967 e 1968 e os Torneios Rio-São Paulo de 1964 e 1966), Campeão Brasileiro:: 1964 e 1966, Taça Brasil: 1968, Tri-campeão da Copa do Mundo de Clubes (1967,1968 e 1970), Campeão do torneio de Carranza da Argentina: 1966 e do troféu Jornalista de Caracas: 1966 todos pelo Botafogo, e a Copa do Mundo de 1970, pela Seleção Brasileira — a maior emoção de sua vida. Na campanha do Tri, ficou na reserva de Tostão, mas entrou em campo contra Inglaterra e Peru, na primeira partida substituindo Tostão e, na segunda, Jairzinho.

10 – Dino da Costa (1951-1955): 144 gols, 176 jogos. Média – 0,82

Dino da Costa foi revelado pelo Botafogo de Futebol e Regatas no ano de 1948. No alvinegro carioca, atuou ao lado de craques como Nílton Santos e Garrincha. Após uma excursão do Botafogo pela Europa, Dino da Costa foi vendido, junto com Luís Vinício, em 1955, para a Roma. Estreou pelo time italiano em 18 de Setembro de 1955, numa partida contra o Vicenza, e logo em sua primeira atuação marcou um gol.

Dino da Costa foi o artilheiro do Campeonato Italiano na temporada 1956/57 ao marcar 22 gols. Ficou no clube da capital italiana até a temporada 1961-62, tendo, porém, jogado pela ACF Fiorentina na temporada 1960-1961. Atuou ainda por Atalanta, Juventus, Hellas Verona e Ascoli, onde encerrou a carreira ao final da temporada 1967-68.

No total na Série A da Itália fez 108 gols em 282 jogos. Pela Roma, o clube em que mais fez sucesso na Itália, somando-se Série A e outras competições, fez 163 partidas e 82 gols.

Jogou uma partida pela Seleção Italiana de Futebol, contra a Irlanda do Norte no dia 15 de Janeiro de 1958. A Itália perdeu o jogo por 2 a 1, mas o gol da Azzurra foi marcado por Dino da Costa. O jogo era válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1958 e era uma decisão entre as duas seleções por uma vaga no mundial da Suécia. Curiosamente, Da Costa formou o trio de ataque italiano com outros dois sul-americanos, a dupla uruguaia que virou o jogo e deu o título para a Celeste na Copa do Mundo de 1950 sobre seu país: Alcides Ghiggia, seu colega de Roma, e Juan Alberto Schiaffino.

A Itália tinha a vantagem do empate, mas em meia hora sofreu dois gols. Da Costa marcou a onze minutos do fim, mas a reação foi interrompida logo em seguida, pois Ghiggia foi expulso. Os britânicos, que jogavam em casa, souberam manter o resultado e se classificaram. Foi a última vez que a Itália ficou de fora de uma Copa. Apesar de ter se salvado em meio à decepção, Da Costa não jogou mais pela Seleção Italiana.

11 – Amarildo (1958-1963): 136 gols, 231 jogos. Média – 0,59

Futebolista de muito habilidade, artilheiro, ponta-esquerda, ele foi figura muito importante na Copa do Mundo de 1962, na qual substituiu Pelé, contundido, participando de quatro jogos e marcando três gols: dois diante da Espanha e um contra a Tchecoslováquia, na final da Copa.

Em 1963 foi negociado com o AC Milan, da Itália, onde fez sucesso, jogando até 1967. Jogou ainda na Fiorentina (de 1967 a 1971) e na AS Roma (de 1971 até 1972). Voltou ao Brasil em 1973, para defender o Vasco, time no qual encerrou a carreira em 1974.

No Botafogo foi “eternizado” como titular do maior ataque do Glorioso em todos os tempos: Didi, Garrincha, Quarentinha, Zagallo e Amarildo. Considare-se que Amarildo e Garrincha ganharam “sozinhos” a Copa do Chile para o Brasil. No Milan, na decisão do Mundial de Clubes contra o Santos em 1963, ele integrou o célebre ataque rubro-negro ao lado de Mora, Lodetti, Mazzola e Gianni Rivera.

Por pouco não jogou futebol. Foi dispensado nos juvenis do Flamengo. Resolveu servir ao exército, até que o jogador Paulistinha o convenceu a fazer teste no Botafogo. Acabou aprovado. No alvinegro carioca fez 238 partidas e 135 gols, sendo Bicampeão Carioca (1961/1962), campeão do Roberto Gomes Pedrosa (1962) e do Campeonato Intercontinental de Clubes (1963).

Recebeu o apelido de “Possesso” depois da excelente participação na Copa do Mundo de 1962. Pela Seleção Brasileira de Futebol fez 24 jogos marcando 9 gols.

12 – Paulinho Valentim (1956-1960): 135 gols, 206 jogos. Média – 0,65

Centroavante raçudo e artilheiro, começou a jogar futebol no Central de Barra do Piraí. Passou pelo Guarani de Volta Redonda e, em 1954, transferiu-se para Belo Horizonte, contratado pelo Atlético Mineiro, onde foi Campeão Estadual em 1954 e 1955. Dois anos depois, foi levado pelo treinador João Saldanha para o Botafogo, que não conquistava um título desde 1948 [2]. O jejum terminou em 1957, com participação fundamental de Paulo Valentim: ele fez 5 gols (sendo um de bicicleta) na vitória de 6 a 2 do Botafogo sobre o Fluminense que decidiu o Campeonato Carioca daquele ano.

No Rio de Janeiro dos anos 1950, Paulo Valentim desenvolveu seu futebol mas também seu temperamento boêmio, costume entre boa parte dos jogadores naquele tempo.

Convocado para a Seleção Brasileira que participou do Sul-Americano de 1959, em Buenos Aires, jogou e encantou os argentinos [3]. No ano seguinte foi contratado pelo Boca Juniors. Mas, antes de mudar-se para Buenos Aires, casou-se com a namorada que ele havia conhecido em Belo Horizonte, e que mais tarde seria a inspiradora da personagem Hilda Furacão, criada em 1991 pelo escritor Roberto Drummond e tornada famosa em 1998 pela minissérie da TV Globo.

No Boca Juniors, Paulinho Valentim rapidamente destacou-se como goleador: não chegou a ser artilheiro do Campeonato Argentino de Futebol, mas foi o artilheiro do Boca nas temporadas de 1961, 1962 e 1964, sendo que nas duas últimas seu clube foi também campeão. Em 4 anos, marcou 10 gols contra o River Plate, sendo que, até 2007, continua sendo o maior artilheiro do Boca na história do clássico Boca vs. River. Tornou-se ídolo da torcida xeneize, que tinha um grito de guerra especial para ele: “¡Tim, tim, tim! ¡Es gol de Valentim!” Sua esposa Hilda era tratada como “primeira-dama” do clube, assistindo as partidas num lugar especial da Tribuna de Honra da Bombonera.

Em 1965, já com 33 anos e debilitado pela vida boêmia, Valentim transferiu-se para São Paulo, onde teve uma passagem apagada pelo São Paulo. No final dos anos 1960, Paulo e Hilda foram para o México, onde ele ainda tentou jogar no Atlante, mas acabou trabalhando no cais do porto. Em 1978 conseguiu dinheiro emprestado com amigos brasileiros e voltou com a esposa a Buenos Aires, onde se dispôs a ser treinador de futebol, mas teve apenas uma rápida experiência numa equipe de júniors.

13 – Nílson Dias (1970-1978): 127 gols, 301 jogos. Média – 0,42 (O SEGUNDO DA DIREITA P/ ESQUERDA AGACHADO)

14 – Mendonça (1975-1982): 116 gols, 340 jogos. Média – 0,34

Carioca do bairro de Bangu, jogou no Botafogo de 1975 a 1982. Pelo alvinegro carioca, ele marcou 116 gols em 340 partidas. Porém atuou pelo clube no famoso jejum de títulos que durou 21 anos (de 1968 a 1989).

O gol mais marcante da carreira de Mendonça foi contra o Flamengo, em 1981. O meia, com um lindo drible, mais tarde apelidado de “Baila Comigo”, deixou perdido o craque Júnior e bateu com precisão sem chances para Raul Plasmann.

Atuava no Palmeiras em 1986 quando este perdeu a final histórica do Paulistão para a Internacional de Limeira.

Jogou também pela Portuguesa de Desportos e Santos FC

15 – Geninho (1940-1954): 115 gols, 422 jogos. Média – 0,27

16 – Didi (1956-1959, 1960-1962 e 1964-1965): 114 gols, 313 jogos. Média – 0,36

“O Principe Etíope” era seu apelido, dado por Nelson Rodrigues. Com classe e categoria, foi um dos maiores médios volantes de todos os tempos, e ainda foi um dos líderes do clube Botafogo de Futebol e Regatas, além de possuir o mérito de ter criado a “folha seca”. Esta técnica consistia numa forma de se bater na bola numa cobrança de falta, com o lado externo do pé, hoje vulgarmente chamada “trivela”. Ela tem esse nome pois esse estilo de cobrar falta que dava à bola um efeito inesperado, semelhante ao de uma folha caindo. O lance ficou famoso quando Didi marcou um gol de falta nesse estilo contra a Seleção do Peru, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1958.

Na Copa do Mundo de 1970 seria o técnico da Seleção do Peru (classificando o país para a sua primeira Copa desde a de 1930) na derrota para a Seleção Brasileira por 4 a 2.

No Fluminense, Didi jogou entre 1949 e 1956, tendo realizado 298 partidas e feito 91 gols, sendo um dos grandes responsáveis pela conquista do Campeonato Carioca de 1951 e da Copa Rio 1952 e feito o primeiro gol da história do Maracanã pela Seleção Carioca em 1950. Didi deixou o Fluminense devido a ser vítima de preconceito, era sempre obrigado a entrar pela porta dos fundos das Laranjeiras.[1]

Enquanto foi campeão mundial, sempre atuou pelo Botafogo de Futebol e Regatas, clube pelo qual acabou se apaixonando. No alvinegro, era o maestro de um dos mais fortes times da História do futebol. Jogou ao lado de Garrincha, Nílton Santos, Zagallo, Quarentinha, Gérson, Manga e Amarildo. O Botafogo foi o clube pelo qual Didi mais jogou futebol: fez 313 jogos e marcando 114 gols. Foi campeão carioca pelo clube em 1957, 1961 e 1962 e também venceu o Roberto Gomes Pedrosa, o Torneio Rio-São Paulo de 1962, mesmo ano em que venceu o Pentagonal do México e no ano de 1963 o Campeonato Intercontinental de Clubes da França.

Chegou a jogar no famoso time do Real Madrid, ao lado do craque argentino Di Stéfano e do húngaro Puskas, mas teria sofrido um boicote na equipe.

Didi já pensava em se retirar dos campos de futebol, não conseguindo êxito como nos clubes anteriores em conquista de títulos. A equipe paulista naquela época, não tinha grandes jogadores e estavam empenhados em terminarem a construção do seu principal patrimônio, o Estádio do Morumbi.

No começo de 1981, Didi chegou a ser o técnico do Botafogo, mas foi substituído do cargo durante o ano, tendo sido ele um dos técnicos do Fluminense, na fase que o time tricolor era conhecido como a “Máquina Tricolor”, pela qualidade excepcional de seus jogadores.

17 – Zezinho (1948-1954): 110 gols, 174 jogos. Média – 0,63

18 – Pascoal (1937-1943): 105 gols, 158 jogos. Média – 0,66

19 – Patesko (1934-1943): 102 gols, 242 jogos. Média – 0,42

20 – Gérson C. de Ouro (1963-1969): 96 gols, 248 jogos. Média – 0,39

10 comentários sobre “OS MAIORES ARTILHEIROS

  1. O Valdeir….(the flash) não faz parte desta galeria de artilheiros, lembro-me que quando meu coração falou mais alto em ser botafoguense, quando ia aos jogos, quando na época conheci todos os jogadores, o Valdeir foi artilheiro do campeonato, ano do qual o Botafogo foi campeão brasileiro, em 1995.
    Saudações alvinegras….
    Marta Andrade

  2. É com muita honra que li sobre esses monstros sagrados que jogaram pelo Botafogo, ai só está os maiores artilheiros, mais tem muita gente boa que foram grandes jogadores pelo Bota que não foram citados, isso era o Botafogo, saia craque e entrava craque.

    • Como botafoguense estou bastante preocupado com a situação de NILTON SANTOS. Por isso,exponho aos verdadeiros botafoguenses,famosos ou não, jornalistas esportivos, autoridades desportivas, torcida brasileira em geral que AJUDEM a um patrimônio brasileiro a ter, pelo menos, um final de vida digno considerando as glórias e honras que trouxe envergando a camisa canarinho do escrete brasileiro. Este cidadão é conhecido por NILTON SANTOS a “Enciclopédia do Futebol”, cognome criado pelo locutor Waldir Amaral.A propósito, notícia veiculada no Blog de Milton Neves informa da situação lastimável de seu estado de saúde e de sua espôsa d. Célia, conforme texto a seguir:
      Acervo de Nilton Santos é colocado a venda e CBF faz pouco caso por @eddycalabres
      Carnavalesco amigo do ex-jogador procurou a CBF e recebeu um não. A esposa do jogador também luta contra o câncer e está acamada
      O maior lateral-esquerdo da história do futebol mundial Nilton Santos e sua esposa Maria Célia vivem uma situação muito triste e preocupante (ou deveria preocupar) para a CBF, imprensa nacional e todo torcedor brasileiro.
      A “Enciclopédia do Futebol”, aos 87 anos, sofre as decorrências do Mal de Alzheimer e tem o tratamento custeado pelo Botafogo, mas a sua companheira de apenas 59 anos luta contra o câncer no cérebro e está acamada.
      Sabendo das dificuldades do casal, o carnavalesco Damásio Desidério, da escola de samba Vila Izabel, que recebeu de presente o acervo (chuteiras, camisas, agasalhos usados nas Copas de 58 e 62) como presente do ex-jogador, quando o ex-lateral da Seleção e do Botafogo foi tema da escola em 2002, resolveu colocar tudo a venda em pró do casal amigo.
      Desidério disse que foi várias vezes a Confederação Brasileira de Futebol, tentando negociar os itens históricos da “lenda”, mas ouviu que não havia interesse da entidade em entrevista ao programa Esporte Fantástico, da Rede Record de Televisão.
      Em resposta, a CBF disse que ninguém entrou em contato com a nova administração sobre o acervo.
      A esposa Maria Célia, mora em um quarto na casa da sobrinha, precisa de remédios caros e do auxilio de enfermeiras 24 horas por dia e é a única a trazer a “Enciclopédia”, mesmo que esporadicamente ao nosso “mundo”: “É só falar baixinho com ele, sobre as coisas do Botafogo. Aí, ele olha para gente, dá um sorriso e entende tudo”.
      Enquanto isto, os corruptos e~ladrões deste país estão à soltas ,usufruindo dofurto que amealharam para si, familiares e asseclas.PELO AMOR DE DEUS, AJUDEM ESTE PATRIMÔNIO DO BRASIL.! O POVO BRASILEIRO E A CIDADANIA AGRADECE !
      Responder

  3. Como um apaixonado pelo BOTAFOGO até me emociono ao lê esses artigos lembrar das nossas glorias e heróis é maravilhoso saber que já ganhamos dos mulambentos de 9×2 isso é tudo.
    Parabéns pelo blog saudações alvinegras…

  4. Nâo existe time no futebol mundial com tantos craques em sua história, e olha que ficaram alguns muitos de fora dessa seleta lista ainda… Garrincha Eterno! …”Um Herói em cada jogo BOTAFOGO”…

  5. estão se esquecendo de renato silva ” o zagueiro ” que está no vasquinho , era um dos ícones do fogão nos tempos modernos
    de: R. Silva

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